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Como fertilizar corretamente seu plantio de morango

Publicado em 07/05/2021

A fertilização é um dos principais métodos de manejo no cultivo do morango para compensar os nutrientes que podem faltar no solo. Dentre os nutrientes, o potássio (K) desempenha um papel importante na formação das plantas e na manutenção da qualidade dos frutos.

A fertilização é um dos principais métodos de manejo no cultivo do morango para compensar os nutrientes que podem faltar no solo. Dentre os nutrientes, o potássio (K) desempenha um papel importante na formação das plantas e na manutenção da qualidade dos frutos.

Mas alguns solos do Brasil carecem de potássio. Uma das razões para isso é que a forma solúvel usada pelas plantas é fácil de lixiviar. Além disso, o fornecimento de potássio às plantas depende principalmente de sua difusão no solo, que varia em grande parte da umidade do solo. Sendo assim, o sistema de irrigação é propício ao aproveitamento do potássio do solo pelos morangos.

Além das mudanças climáticas, as diferentes áreas de produção no Brasil também apresentam diferentes tipos de solos e diferentes níveis de fertilidade. Variedade, tipo de solo, sistema de plantio, densidade e destinação dos frutos (na natureza ou na indústria) são fatores que causam mudanças nas necessidades de nutrientes das plantas. No Brasil, as recomendações de fertilização para o cultivo do morango são regionais, sendo fornecidas explicações e manuais de recomendação específicos para os principais estados produtores.

No morango, o potássio é o nutriente mais extraído, seguido do nitrogênio, cálcio, magnésio, enxofre e fósforo. Em média, cerca de 130 kg de K2O são necessários para produzir 50 toneladas / ha de morangos.

Nos sistemas de produção predominantes nas principais regiões produtoras, realizam–se duas formas de adubação: a de pré-plantio e a de produção. A adubação de pré-plantio é efetuada no momento da preparação dos canteiros, onde o fertilizante é incorporado ao solo. Já, após o plantio das mudas, a adubação do morangueiro é realizada principalmente por fertirrigação, que se inicia cerca de 30 dias após o plantio, com aplicações semanais de solução nutritiva de macro e micronutrientes. Esse tipo de adubação é composto por sais ou fertilizantes solúveis, sendo o nitrato de potássio a fonte de K mais utilizada.

A quantidade de potássio aplicada na cultura deve ser determinada avaliando em conjunto os resultados da análise foliar e do solo. Por meio desses resultados, é possível diagnosticar se o nível de nutrientes na planta é suficiente, ausente ou excessivo. E para determinar se o conteúdo de nutrientes no solo é suficiente para atender às necessidades das culturas.

Por outro lado, o excesso de potássio pode causar desidratação e ruptura das membranas celulares, levando a manchas necróticas nas folhas. Plantas com muito potássio também podem prejudicar a absorção de cálcio e magnésio porque esses nutrientes competem pelos mesmos locais de absorção. Pode reduzir a qualidade da fruta e o efeito do prazo de validade. Alguns pesquisadores também apontaram que altos níveis de potássio no solo reduzem a produção e o número de frutos. De acordo com pesquisas, a razão para essa queda na produção é devido ao fornecimento insuficiente de fotossíntese que é causado pela redução da área foliar e mudanças na absorção de cálcio e/ou magnésio causadas pelo potássio.

Por isso, a adubação potássica deve ser utilizada no cultivo do morango para melhorar a qualidade organoléptica do fruto, porém, recomenda-se não usar potássio em excesso para evitar prejuízos à produtividade. Portanto, sua aplicação deve sempre levar em consideração o histórico das lavouras, os tratos culturais realizados, a quantidade de nutrientes disponíveis no solo, as variedades plantadas, as condições ambientais, etc.